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Lagarta do Cartucho do Milho: Difícil controle

LAGARTA-DO-CARTUCHO DO MILHO: CONTROLE CADA VEZ MAIS DIFÍCIL

O uso do milho em grão como alimento animal representa a maior parte do consumo deste cereal. Nos Estados Unidos, cerca de 50% da produção de milho é destinada a este fim, enquanto que no Brasil este índice chega a 80%. Apesar de não ter participação expressiva, o uso do milho na alimentação humana constitui importante fonte de alimento em regiões de baixa renda, como no semi-árido do Nordeste Brasileiro. O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho, com 6% da produção mundial, atrás dos E.U.A com 41% e da China com 19%. Assim,  a diversidade de sua utilização, que se estende deste a alimentação animal, chegando até a indústria de alta tecnologia, coloca este cereal como um dos de maior importância econômica.

Uma particularidade desta cultura no Brasil é a diversidade dos sistemas de produção, pois ao contrário da cultura da soja, onde se predomina grandes produtores e alta tecnologia, a cultura do milho no país é praticada desde o agricultor de subsistência até o produtor de alta tecnologia, que tem perfil empresarial.

O milharal é atacado por pragas desde a semente até a espiga, constituindo um problema também no armazenamento do grão. No entanto, a maior “dor-de-cabeça” tanto para os pequenos como para os grandes produtores de milho é a ocorrência freqüente e constante da lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda. Também conhecida como lagarta-dos-milharais ou lagarta-militar é uma praga cosmopolita, que ataca culturas de importância econômica em vários países. No Brasil além do milho, um dos principais prejudicados, esta praga é encontrada atacando plantas de arroz, algodão, sorgo entre outras.

Danos: A lagarta ataca o cartucho do milho podendo chegar a destruí-lo completamente, produzindo grande quantidade de excreções nas folhas remanescentes. Essa praga pode reduzir, somente pelo dano causado nas folhas, a produção do milho em até 34%, sendo o período crítico de seu ataque a época próxima ao florescimento.

Em períodos de seca, com o aumento do cultivo do milho “safrinha” e o cultivo de inverno, no caso de produtores irrigantes, a população aumenta significativamente, modificando seu comportamento habitual, quando ao invés de atacar o cartucho do milho a lagarta imita os hábitos da lagarta-rosca, Agrotis ipsylon, e permanece enrolada sob o solo no “pé” da planta saindo a noite para se alimentar e destruir o colmo na base da planta, cortando plantas rente ao solo. Quando a seca ocorre no final do ciclo da cultura, as lagartas podem danificar a espiga (com o mesmo hábito da lagarta-da-espiga).

Controle praticado atualmente: O problema desta praga no milho tem se agravado devido à falta de êxito por parte dos produtores e técnicos no seu controle. Um dos fatores se deve ao fato do milho ser plantado o ano todo no país (Safra/Safrinha/Inverno) além do renascimento da cultura do algodão no cerrado brasileiro onde também é problema sério e o controle é difícil. Assim, basta a praga atravessar pontes biológicas entre os ciclos produtivos para encontrar condições de proliferação. A safrinha e a safra de inverno são mais prejudicadas devido a menor precipitação, quando as plantas são mais sensíveis à desfolha provocada pelas lagartas. 

Outra grande dificuldade de controle desta praga ocorre pela sua incrível capacidade de adaptação as mais diversas situações de cultivo e diferentes hospedeiros, como os casos de sua mudança de hábito no milho, conforme relatado, quando as lagartas passam a atacar o colmo das plantas rente ao solo ou ataque em espigas.

O seu controle em milho tem sido realizado quase que exclusivamente com produtos químicos, que são aplicados logo que detectada sua ocorrência, em muitos casos sem a adoção de critérios mínimos de manejo, resultando muitas vezes no fracasso do controle da lagarta. Entre eles a má regulagem dos equipamentos, a escolha e dose incorreta de defensivos agrícolas e a falta de monitoramento têm aumentado o número médio de aplicações de inseticidas. O controle químico é dificultado pelo hábito da praga, pois esta permanece dentro do cartucho do milho, dificultando que o inseticida atinja a lagarta.

Resistência a inseticidas: O grande desafio do controle químico da lagarta-do-cartucho, no milho é evitar a seleção de linhagens da praga resistente aos defensivos, procurando maximizar a vida útil do inseticida, porém atento ao fato, que a praga é polífaga e o milho no país é cultivado muita vezes em plantios sucessivos. Fracassos no controle desta praga são freqüentemente relatados com o uso de produtos tradicionais como fosforados e piretróides. Entretanto a lagarta-do-cartucho já se mostra relativamente resistente a grupos químicos mais modernos existentes no mercado. No Brasil os primeiros casos de insucesso foram relatados na safra 1993/94. O maior problema é que quando o produtor percebe que o produto utilizado não apresenta bons resultados, muitas vezes ele volta a utilizar o produto em uma maior dosagem, o que além de não resolver o problema, vai onerar o seu custo produtivo, acarretando maior impacto na população de inimigos naturais, ao meio ambiente e na saúde do trabalhador rural. Um grande avanço dentro do programa de controle de S. frugiperda em milho foi o início de estudos do Manejo da Resistência desta praga. Há cerca de dez anos, projetos apoiados pelo IRAC-BR (Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas), iniciaram centenas de observações em campo e laboratório, monitorando, detectando e caracterizando alguns casos de resistência dessa praga aos principais inseticidas utilizados no seu controle. Dentre os inseticidas avaliados pelo IRAC-BR, os maiores problemas foram observados para o grupo dos organofosforados e piretróides. O produtor de milho quando for submeter a cultura a um defensivo contra a lagarta-do-cartucho, deve tomar ciência se existe resistência ou o seu risco na sua região produtora a algum grupo químico de defensivo, e procurar dentro do programa fitossanitário da cultura, rotacionar produtos de diferentes grupos químicos para o controle deste lagarta. Muitas vezes a opção pelo uso de um produto mais barato, pode resultar em um prejuízo duplo, pelo custo financeiro provocado pelo uso do produto e a sua não eficiência, e pelo prejuízo que a praga já causou a planta. 

Outra prática que vem se disseminando com força no uso de defensivos para o controle de diversas pragas são as misturas de produtos em tanque, na maioria das vezes totalmente inadequadas sob o ponto de vista do manejo da resistência, como a mistura de mais de dois produtos inseticidas, mistura de produtos do mesmo grupo químico ou mistura de produtos de diferentes grupos, porém com modo de ação semelhante. O uso indiscriminado de misturas como vem ocorrendo em muitas regiões, principalmente nas propriedades menos assistidas por agrônomos especializados, tem contribuído para a elevação dos custos de produção, aumento nos riscos de intoxicações e desequilíbrios biológicos, aumento desnecessário na quantidade de produtos aplicados no ambiente, além de favorecer o desenvolvimento da evolução de populações de pragas com resistência múltipla.

É bom lembrar que o desenvolvimento da resistência não interessa a nenhum setor, quer seja da indústria, que tem a vida útil de seu produto reduzida, do produtor, que perde uma das opções de controle de pragas ou da sociedade em geral que terá que consumir produtos com maiores chances de contaminação por resíduos, além da elevação dos custos da produção.

Alternativas promissoras: Algumas estratégias de controle estão sendo desenvolvidas com intuído de oferecer pacotes tecnológicos aos produtores que possibilitem um controle eficiente e duradouro contra a lagarta-do-cartucho:

Indutor de Resistência: Práticas culturais que proporcionem um maior grau de resistência natural das plantas estão sendo cada vez mais estudados. A aplicação de fertilizantes com silício pode constituir uma alternativa viável, em plantas da família do milho, devido a sua grande capacidade em acumular esse mineral, que apesar de não ser essencial a planta, favorece o espessamento do tecido foliar, o que tende a dificultar a penetração de patógenos e o ataque de pragas, principalmente as mais vorazes e que ocorrem em maiores populações como a lagarta-do-cartucho. O silício age deixando a folha mais resistente, o que prejudicaria as mandíbulas das lagartas. Alguns estudos pioneiros mostram o potencial dessa técnica.

O milho transgênico:  Apesar do uso do milho geneticamente modificado ainda não ser permitido no Brasil, as pesquisas têm mostrado que essas variedades serão a grande solução para o controle de lepidópteros em milho. A tecnologia consiste no uso de  plantas geneticamente modificadas resistentes a insetos. Através de apuradas técnicas de laboratório um gene da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt) foi introduzido em plantas de milho, dando origem ao milho  Bt, conferindo alto padrão de resistência à planta a algumas espécies de lepidópteros-pragas. O gene introduzido codifica a expressão de proteínas Bt, com ação inseticida, efetiva no controle de lepidópteros como a S. frugiperda. As lagartas ao se alimentarem do milho geneticamente modificado ingerem esta proteína, que atua nas células epiteliais do tubo digestivo dos insetos. A proteína promove a ruptura osmótica destas células, determinando a morte dos insetos, antes mesmos que consigam causar danos à cultura. O milho geneticamente modificado que expressa o gene com atividade inseticida representa uma nova ferramenta a ser inserida dentro da filosofia do MIP.  A utilização do milho transgênico é uma importante ferramenta e uma tecnologia que romperá muitas barreiras trazendo importantes benefícios aos produtores. Ela deverá ser considerada como mais uma tática dentro do MIP, e não como ferramenta isolada de controle, pois com o tempo as populações poderão se tornar resistentes, pelo mesmo mecanismo que as pragas se tornam resistentes pelo uso de defensivos com um mesmo modo de ação. Além do controle sobre a lagarta-do-cartucho, trabalhos realizados com a primeira variedade de milho transgênico  pesquisada no Brasil, a YieldGard, desenvolvida pela Monsanto, mostraram o excelente controle sobre a broca Diatraea saccharalis, que tem atacado os milharais no cerrado, deixando os produtores totalmente sem saída, uma vez que o controle químico com uso de inseticidas não produz nenhum controle.

  
 Milho transgênico –YieldGard        Milho convencional atacado
              (sem ataque)                          pela lagarta-do-catucho

 

 


Lagarta-do-cartucho atacando a base da planta de milho em hábito semelhante à lagarta rosca.

 

Prof. Dr. Geraldo Papa 
Eng. Agr. Maurício Rotundo 
Depto. de Fitossanidade/Unesp – campus de Ilha Solteira/SP

REFERÊNCIAS
 
CRUZ, I.; WAQUIL, J.M.; VIANA, P.A.; VALICENTE, F.H. Seja o doutor do seu milho-Pragas: diagnóstico e controle. Piracicaba: POTAFOS, 1995. p.10-14.

FANCELI, A.L.; DOURADO NETO, D. Produção de Milho: Agropecuária, 2000. 360 p.

FARIAS, P.R.S.; BARBOSA, J.C.; BUSOLI, A.C.  Amostragem Seqüencial (Presença-Ausência) para Lagarta-do-Cartucho Spodoptera frugiperda (J.E.Smith) (Lepidoptera: Noctuidae) na cultura do milho. Neotropical Entomology. Londrina: Seb, v.3, p.691-695, 2001.

FERNANDES, O.D. Efeito do milho geneticamente modificado (Mon810) em Spodoptera frugiperda (J.E.Smith, 1797) e no parasitóide de ovos Trichogrammai spp. Piracicaba, 2003. 182p. Tese (Doutorado) - ESALQ/USP.


FRIZZAS, M.R. Efeito do milho geneticamente modificado Mon810 sobre a comunidade de insetos. Piracicaba, 2003. 206p. Tese (Doutorado) - ESALQ/USP.

IRAC-BR. Manejo da resitência de Spodoptera frugiperda a inseticidas na cultura do milho. 8 p.

LOPES, J.L.  Avaliação do processo de convergência da produtividade da terra na agricultura brasileira no período de 1960 a 2001. Piracicaba, 2004. 193p. Tese (Doutorado) - ESALQ/USP.

SCHIMIDT, F.B. Linha básica de suscetibilidade de Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae) a lufenuron na cultura do milho. Piracicaba, 2002. 48p. Dissertação (Mestrado) - ESALQ/USP.

WAQUIL, J.M. VIANA, P.A. CRUZ, I. Manejo integrado de pragas. In: CRUZ, J.C.  VERSIANI, R. P.  FERREIRA, M.T.R. Cultivo do Milho: Sistema de produção 1. Embrapa milho e sorgo. 2000.

Colunista: Prof.Dr. Geraldo Papa
Área: Agro Negócios
Inserida em: 03/01/2006 18:31




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